"São os pensamentos que surgem do nada e que eu gostaria de compartilhar com o mundo. Meus conflitos psicológicos."
segunda-feira, 29 de março de 2010
Morar Sozinho
Bem, não é fácil morar só, sem seus pais e ninguém mais pra te dizer o quê, como, onde, por quê fazer... Mas os outros amigos que também moram sozinhos se ajudam e assim você tem uma família para os momentos que precisar.
Um ano se passa e por fim você fica feliz ao constatar que sabe fazer um macarrão (que não seja miojo) decente! É fácil, afinal! Pasmem, mas meu macarrão conseguia ficar cru, grudado, queimado, sem gosto, sem sal.. tudo. Porém, como tudo na vida, as vezes a gente aprende e, como tudo que a gente aprende, devemos repassar... aí vai:
*Ponha um litro de água pra ferver
*Quando ferver, jogue uma colher rasa de sobremesa de sal e um fio de oleo
*Espere mais um pouquinho e coloque o macarrão aos poucos, espalhando pela panela, para que não fique grudado
*Espere 10 minutos..
*Tá.. pode ser 11
*Escorra e reserve
*Na mesma panela coloque óleo, alho uma pitada de sal
*Frite um pouco e jogue o molho de tomate (molho pronto, não invente moda!)
*Mexa e misture o macarrão e o molho com um garfo (pode usar uma colher pra ajudar! hehe)
*Desligue o fogo
*Ponha no prato
*E bon apetit!
*Você pode colocar adicionais como queijo, presunto, ervilha, milho, azeitonas... o que quiser, mas acho difícil você ter essas coisas em casa se morar realmente sozinho!!! =P
Bom.. é isso aí!
Beijocas
quarta-feira, 24 de março de 2010
Felizes para sempre...
Hoje era um dia importante. Um dia romântico. Ele a pediria em casamento!
Céus! Como estava feliz! Comprara uma caríssima aliança de noivado, com uma enorme pedra de brilhante no topo, tão grande que faria as amigas ficarem com inveja.
Havia se preparado para aquela noite, tudo seria perfeito, reservara um restaurante maravilhoso que ela sempre quisera ir, depois a levaria à um centro astronômico e quando fosse exatamente 2:03 ele pediria para que ela olhasse o céu pelo telescópio, era o horário do primeiro beijo deles. Já fazia dois anos desde que se aproximaram lentamente e seus lábios se tocaram ao lado da fonte da praça central. Aquela fonte de luzes ora azul, ora rosa. Lembrava que começaram a rir assim que se afastaram, a água respingava e os molhava. Foi um dia fresco, uma tarde de inverno.
Assim que ela olhasse o céu naquela noite, uma mensagem surgiria "Quer se casar comigo?", ele pedira o favor a um velho conhecido. Este daria um jeito de iluminar as estrelas certas que formaria a frase. Ela ia amar! Iria sorrir e beijá-lo.
Comprou flores e chocolate.
Girou a chave na fechadura e abriu a porta. Parou de cantorolar. A casa estava escura e silenciosa.
Acendeu as luzes. Seus olhos percorreram a sala vazia. Alguma coisa estava errada, o laptop não estava na mesa bagunçada, não haviam livros nas estantes. Foi até o quarto. O guarda roupas aberto mostrava vários cabides vazios. Onde estavam os vestidos e as blusas coloridas que ficam penduradas? Cade os sapatos e a quantidade absurda de bolsas?
Correu ao banheiro, nada de cremes, loções, perfumes e frescuras. Sem absorventes condicionadores e secador. Não entendia.
Na porta da geladeira, na cozinha, um recado. "Me desculpe."
quarta-feira, 3 de março de 2010
Dúvidas
Não sei se amo ou odeio,
Não sei acredito ou ignoro,
Não sei se falas a verdade ou só me enrola!
Não sei quem sou,
Não sei quem és,
Não sei dizer o que vejo através.
Não sei se é sonho ou realidade,
Não sei se é vida ou fantasia,
Não sei como, mas não é utopia?
Não sei aquilo,
E não sei isso,
Só sei que não sei o que pensei que sei.
Não sei...
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Uma folha de alface, por favor
Como sempre reclamam que eu nunca posto nada de "útil", resolvi mudar um pouco a diretriz desse blog. Estava lendo as notícias da Uol, e entre uma mãe que matou duas filhas adotivas e as congelou, entre uma receita de uma torta australiana e entre o resultado das notas do ENEM, achei uma pauta que chamou minha atenção: "Modelo escreve sobre a ditadura da Magreza".
Fui ler, e me deparei com um texto realmente bom da Top Coco Rocha. Coco Rocha é uma famosa modelo, no auge de sua carreira. Ela tem 21 anos e há alguns anos vem explicitando sua opinião sobre a magreza abusiva das modelos, ao que são submetidas pelos estilistas, e em como esse padrão é imposto à sociedade.
Neste texto ela explica que a estética da moda destrói a sua arte. Ou seja, a arte que era algo para ser belo e admirado passa a ser uma forma de sofrimento. Assim como os esteróides são proibidos nos esportes, por ser prejudicial à saúde dos atletas, a moda também precisa de um regulamento para que a indústria siga saudável.
O CFDA (Conselho dos Estilistas da América) tentam corrigir essa questão. Aumentaram o tamanho das peças usadas pelas modelos (mais conhecinho como "sample size") e proibiram que menores de 16 anos pratiquem a profissão.
Claro que ainda há muitas pessoas que contradizem essas questões. Pessoas que não ligam para o bem-estar das modelos e ao que são submetidas. Pessoas que não se importam com o padrão estético passado para milhares de adolescentes e mulheres no mundo. São essas pessoas que agravam os problemas de anorexia e bulimia. São essas que incentivam uma criança de oito anos a querer ser... magra. Esse padrão não é nada mais que uma paranóia e uma infelicidade na vida de muitos. E nós temos que lutar para mudá-lo. Temos que nos aceitar como somos. E somos de uma forma em que os alimentos são vitais para nossa sobrevivência.
O link com o texto completo da Coco Rocha: http://estilo.uol.com.br/moda/ultnot/2010/02/23/coco-rocha-o-meu-ponto-de-vista-sem-censura.jhtm
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Redação: Minhas Férias
Tem coisa mais chata e irritante que isso?
Me sentia uma criancinha quando os professores pediam pra fazer essa redação!
E o que mais me irritava era que eu nunca tinha nada de muito legal para contar. Eu queria falar de viagens alucinantes. Idas a lugares novos. Sempre quis contar detalhes inusitantes, mas minha página se resumia em relatar minha ida aos mesmos lugares entediantes, minha falta do que fazer na frente do computador, a lista de uns cinco livros que eu costumava ler. Blééé! Chato, chato, chato!! Nunca nada interessante. Então vou contar como eu queria escrever essa redação!
Minhas férias foram, no mínimo, inusitadas. Saí uma semana antes que todos, porque um tio que nunca vejo, viria ao Brasil. Ele é divertido, sempre me conta histórias fantásticas de outros mundos, de seres inimagináveis. Foi numa tarde quente e preguiçosa que ele chegou todo animado, queimado de sol, rindo alto e reclamando de fome.
Pedi as novidades, e ele me contara de sua mais recente ida à Grécia. Eu bebia de suas palavras. Imaginava aquelas cenas impossíveis. Então ele me fez uma oferta. A oferta. Perguntou se eu queria conhecer o mundo com ele. Se eu gostaria de acompanhá-lo em sua mais nova aventura. Aceitei na hora, claro. No mesmo momento subi as escadas e fiz minha mala. Ele olhou aquela bagagem atulhada de roupas e gargalhou. Eu não precisava de nada daquilo para onde iríamos. Assim, partimos. Com a roupa do corpo.
Me levou ao alto de um morro, onde havia uma caverna escondida por folhagens. Atravessamos por duas longas horas. Cansada de andar na escuridão, não percebi o mundo que se abria a minha frente. Um lago cristalino, uma floresta verde e brilhante, o sol queimava meu rosto. Que lugar era aquele que nunca havia visto?
Cheguei perto para beber água e me assustei ao ver sereias... Achei que meu tio me enganara. Que invetara seres para as histórias ficarem mais interessantes. Mas não, ali estava na minha frente duas belas sereias. E as luzinhas que me rodeavam eram as mais coloridas fadas que eu já vira. Bem, na verdade, eram as únicas. Achei que sonhava.
Os dias passaram e pegamos um navio até um continente próximo. Piratas nos atacaram e me sequestraram. E foi desse jeito que passei mais um pedaço de minha viagem. Cantava e limpava o convés. Saqueava e banqueteava. Por fim me deixaram partir.
Viajei muito, mas o mês quase acabava. Tinha de encontrar meu tio e descobrir como voltar.
Andei por terras estranhas e mundo coloridos. Bichos que falavam e gigantes solitários. Achei até um príncipe que também viajava pelos mundos. Ele estava triste porque seu carneiro queria comer sua rosa.
Em um certo momento, meu tio voltou. Me pegou pela mão e me levou para casa. Foram as melhores férias que tive. Na biblioteca mágica de meu tio escritor.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Hm...
Acho que férias não são propícias à escrever no blog. Sempre fico preguiçosa e nunca escrevo nada. Talvez seja porque venho para Minas e me ocupo com os mimos da minha mãe. Nunca tenho o que fazer aqui, mas sempre acho algo. Estranho...
Li o Pequeno Principe hoje, de novo. Realmente é um livro que muda as percepções a cada leitura. Interessante...
Bom, é isso. Vou-me!
Nadaprafalar!
domingo, 31 de janeiro de 2010
Insônia
O relógio ainda marcava três e meia da manhã. O vento soprava pela janela entreaberta, fazendo as cortinas balançarem suavemente. A lua cheia brilhava fortemente no céu escuro como se zombasse das estrelas sem graças com suas fracas luzes próprias.
Embora fosse uma noite tranquila, uma garota se remexia inquieta em sua cama. Os minutos se arrastavam enquanto a insônia lhe consumia. Virou para um lado, virou para o outro, cobriu a cabeça... nada! O sono não vinha. Resolveu se levantar, tomar um copo de água e dar uma volta pela casa para espairecer os pensamentos.
O carpete abafava seus passo curtos. A sala escura e silênciosa era quase assustadora. Uma coisa fofa e felpuda passou por seus pés dando-lhe um sobressalto. Era só a gata de sua irmã mais nova. Ignorou o bichano e continuou rumo a cozinha, amaldiçoando mentalmente o animal.
Enquanto a torneira enchia seu copo, a garota de longos cabelos negros ouviu um barulho não habitual. Tec tec tec. Olhou para os lados procurando pela gata. Mas ela ressoava tranquilamente em cima do sofá, em uma posição certamente bizarra. Tec tec tec. O som novamente ressoava pelo corredor quieto. A garota sentiu uma gota de suor brotar em sua testa. Paralisou no chão frio da cozinha e apurou os ouvidos para tentar detectar alguma anomalia.
Por mais uns 10 ou 15 minutos só ouviu as fortes batidas de seu coração. Já havia se acalmado, e garantia a si mesma ser fruto de sua imaginação quando novamente o barulho atormentou de algum lugar tec tec tec. Agora suava frio, suas mãos estavam escorregadias. As luzes do corredor do prédio se acenderam, deixando uma faixa iluminar a sala. Ouviu passos no corredor.
Correu ao olho mágico para se certificar de que não era um ladrão. Viu o vizinho entrar na porta ao lado. Respirou fundo e tentou aquietar as batidas frenéticas em seu peito. Já voltava à cama quando por outra vez ouviu mais forte e mais alto o misterioso barulho TEC TEC TEC. Correu a janela, olhou pelo gramado em busca de algo, observou o céu, buscou por um fantasma que fosse. Nada, silêncio, marasmo.
Pensou que estava louca, achou que fosse o sono lhe pregando piada quando um vulto correu por meio os jardins. Pôs a cabeça para fora, estreitou os olhos e tentou reconhecer a forma estranha que se movimentava. Por fim sentiu uma dor na cabeça. Uma pedra. Alguém lá fora lhe atirara uma pedra na cabeça!
-Hei! - sussurrou a voz no meio da grama.
A garota arregalou os olhos.
-Boa noite linda. Sonhe comigo! - Deu um sorriso e saiu correndo pelo breu.
Ela sorriu. Como ele sabia que estava com insônia novamente? E o que estava fazendo ali a essa hora? Respirou aliviada e deitou-se na cama. A luz vermelha do despertador anunciava que teria de acordar dali a quatro horas.
Encostou a cabeça no travesseiro exausta e adormeceu. Sonhou com um cara misterioso que andava por seus jardins.
Madrugadas inspiradoras!
Beijoquinhas!
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